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sábado, abril 29

La Famiglia

Hoje tive aquilo que há tanto tempo desejava, pelo que há tanto tempo ansiava mas há mais tempo ainda não conseguia fazer, ter a minha família - a de sangue, porque depois tenho a outra - toda junta, com algumas - não muitas mas importantes - falhas, que sou obrigado a aceitar de certa forma compreender, mas que afinal de contas até foram mitigadas por essa parte da família se ter feito representar.
O Evento, o meu primo casou-se, depois de andar a namoriscar por Elvas por uns tempos, namorar quase 6 anos com uma rapariga acabou por ir casar-se num ano... com uma Polaca, Alekxandra, Olah um espétaculo de garota, muito querida e totalmente a cara do meu primo. Foi porreiro tinha saudades de estar com La Famiglia, ainda que sem a matriarca, mas com os tios, os primos, os maridos/mulheres, companheiros/as dos primos/as, e a next generation... que está sempre a crescer com notícias de novas chegadas ainda este ano. A powerfull family it's a growing one, and my family is spreading and improving.
Para a prima nova, só lhe tenho a dizer... Bienvenita... e claro com um grande brinde no idioma dela, (que espero que me ensine....)

Nasdrovia

quinta-feira, abril 27

Smile

Quem escreveu isto sabia do que falava. Sigamos o Conselho. E se puderem ouçam a versão do Bubblet.

Smile
Though your heart is aching
Smile
Even though it’s breaking
When there are clouds in the sky
You’ll get by

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you just

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile
What’s the use of crying
You’ll find that life is still worth while
If you just

Smile
Though your heart is aching
Smile
Even though it’s breakin’
When there are clouds in the sky
You’ll get by

If you smile
Through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile

That’s the time
You must keep on trying
Smile
What’s the use of crying
You’ll find that life is still worth while
If you just smile"

Charles Spencer Chaplin,
aka Charlie


Acho que é um bom conselho para seguirmos, afinal de contas quem escreveu sabia do que tava a falar. Smile...

Happy Birthday!!!

Não vem tarde, mas fora de horas - também tenho desculpa, acabei de sair do pé de vocês - escrevo este Post só para dar um beijinho especial - SCHMUAC - e um grande abraço - HUGS - a um casal que fez anos ontem, dia 26, são Gémeos, Joana, a.k.a Joaninha, e Ricardo, a.k.a Poejo.
Vocês, que até há pouco mais de ano e meio mal podia dizer que conhecia de vista, ganharam um peso gradual e significativo no meu rol de amigos, aqueles os especiais, aqueles que não se esquecem, aqueles que nos lembramos todos os dias, longe ou perto e que espero poder manter sempre perto. Acho que fora vocês, e mais um ou dois que conheci na mesma altura, apenas os meus "irmãos de faculdade" foram merecedores do título de famiglia alguém a quem me sinto impelido a estar sempre lá que precisarem para o bem e para o mal. Não sei porque, não sei como sucedeu, apenas sucedeu, se me perguntarem como vos conheci ou como fomos apresentados não sei, mas acho que é isso que realmente faz estes momentos mágicos e que para mim torna as coisas mais intensas, como é que aqui chegaram - como vos deixei chegar sem me ter apercebido - algo que só me lembro em linhas gerais.
Gostaria de ter gozado o vosso dia um pouco mais convosco, apanhar uma, e cair para o lado em qualquer viela convosco e depois logo se via, mas este ano não deu, para o ano há mais e até lá mais oportunidades surgirão.
Beijos e um Abraço.... Parabéns...

quarta-feira, abril 26

Saudades...

Há várias coisas das quais tenho saudades. De ouvir o Mar bater na Boca do Inferno num som repetitivamente sonolento e que me fazia adormecer. De estar com os amigos like the old good days - leia-se apanhar uma piela valente - de estudar, sim, por incrível que pareça tenho saudades de estudar, daquele frio na barriga que da nos momentos antes do exame, daquela adrenalina miudinha, tão diferente de tantas outras mas tão especial como todas elas, das noites passadas na faculdade a fazer qualquer coisa parecida com olhar para os livros (e estragar maquetes com o Paulie Boy). De tanta coisa e tão poucas vou poder recuperar...

quinta-feira, abril 20

Palavras

Estas são palavras de raiva, de impotência, de confidência e de simpatia...
Quando olho para trás tudo parecia tão bem, tão certo, tão nos eixos e hoje... Parecemos, todos nós o desembarque de Ohama... conseguimos, mas a que custo... E as Ardenas é já ali ao virar da Esquina.

Porque será que a mim e aos meus está a ser tão complicado começar, salvo algumas, raras, tão raras excepções e alguns desses nem assim se sentem realzidos. "Conjuntura" dizem uns, "A Culpa é do Governo..." dizem outros, mas será? Poderemos culpar os Governos quando não se aguentam mais que um par de anos, ou estamos constantemente a criticar as suas actuações quando na realidade sabemos que não há alternativa de maneira nenhuma posso culpar-me a mim ou aos meus... não somos inocentes... mas ainda agora começamos e nem nos deixam começar... A situação que temos agora não pede culpados, pede soluções, pede forças... e compreendo quando me dizem que lhes começam a faltar... Também a mim me estavam a faltar não tivesse tido a sorte de ter o estágio, agora imagino gente que está há muito mais tempo nessa situação ou que tem ainda outras merdas na cabeça... Tudo bate no pai que é pobre... Parecemos uma anedota, um juguete nas mão de quem quer que seja que brinque e que jogue com as Esferas Eternamente Imóveis - para quem não se lembra é Aristóteles - e que tem uma malicia que até a mim me faz corar.
Compreendo em que situação se colocam, mas também compreendo que nunca estarei em situação de compreender na totalidade e a amplitude dos problemas de cada um como disse alguém por quem tenho muita estima "Os nossos problemas serão sempre os maiores por pequenos que sejam apenas pela particularidade de serem os nossos."Uma realidade incontornável a qual por muito que nos esforcemos, jamais conseguiremos contornar. Também eu dentro de três meses vou estar no mesmo barco, mas compreendo que mesmo assim não será o mesmo. Sei que não serve de grande consolo, mas um dia tudo passará... mais cedo ou mais tarde...
...
Esperemos que seja mais cedo que o que pensamos.
"We few, we happy few;
We band of Brothers;
'Cause he, who shed his blood with me
Forever will be my Brother."

W. Shakespeare

quarta-feira, abril 19

O Quarto Poder

Este é um conceito para a Comunicação Social - desenvolvido em finais da década de 80 início de 90 - e que vive em Portugal o seu auge nos dias que correm - e já desde há um par de anos para cá - de tal forma que tudo me leva a crer que não falamos de um quarto mas de um primeiro poder. Estamos a falar de uma sociedade que gira em torno da televisão, que lhe dedica uma total vassalagem que primeiro acredita no que ouve, lê e vê e depois, só depois se questiona sobre a veracidade dos factos, situações algumas delas ridiculas e aplamente exageradas vide toda a panoplia de notícias que há uns meses apontavam a criação de um Serviço Ultra-secreto sob alçada directa do primeiro ministro dando-lhe um ar à noticia que colocava o dito "serviço" entre uma nova PIDE e um tipo M:IP (Mission: Impossible Portugal) com todo o charme que lhe fica envolvido, quando na realidade se procedia a uma restruturação, na mnha opinião, essencial para a modernização dos nossos serviços de segurança e informações e que estava programada desde o Governo Durão Barroso e que prevê que quem tome as decisões seja aquele que em última analise fique na posse de todas as informações necessárias a faze-lo; outra notícia alarmante e sensacional(ista) foi a do Presidente do Conselho de Administração da Vodafone Portugal, e sobre os ganhos não declarados que entretanto, por inoperância do fisco - crime grave em alturas de contenção e perseguição de devedores - tinha expirado e por isso não se podia fazer mais e uma soma avultada de dinheiro - confesso não me lembrar quanto - não iria assim entrar nos cofres do Estado, um flop total uma vez que o homem na realidade tinha pago e tinha pago a mais estava à espera que lhe fosse devolvido parte desse dinheiro (onde é que eu ja ouvi isso.... Ahhh sim foi com o ex-Ministro António Vitorino que por alegadamente não ter pago a velhinha SISA quando tinha pago a mais, apresentou a sua demissão).
É este um poder corrupto, que esta podre, como tantos poderes que foram exercidos neste rectângulo de história que se alimenta da desgraça alheia, e da que não lhe é tanto alheia assim, exploram a morte para obter benefício, lucro e vantagem, um autocarro cai de uma ponte e ficamos ad aeternum a ouvir falar da prima da avó de uma pessoa que viu o acidente e que diz que foi uma coisa muito assustadora, ou um caso mais recente e muito mais delicado uma vez que mexeu com uma faixa etária que vai dos 4 aos 24 anos (e mais) a morte do "jovem actor" (expressão repedita vezes sem conta pela TVI em todos os seus serviços noticiosos ) que deixou em choque a redação da TVI os corpos dirigentes e todos os organismos da Estação mas que nem assim deixou de aproveitar a situação para lucrar, quer com imagens do funeral alegando direitos de imagem, que vendeu a outras estações - lembro à TVI que de acordo com a legislação em vigor no nosso país todo o contrato finda desaparecida uma das partes salvo se os herdeiros da que desaparecem aceitaram renegociar o mesmo, (ahh sim, mas vocês estão acima da lei quando falamos de direito à informação) - quer com especiais que a única coisa que fazem é mostrar o elenco da série em que participava e cara do pobre rapaz metida pelo meio de anuncios de brinquedos e chocolates (sinal que mostra a consciência do publico alvo daquela emissão) sem nunca sequer terem feito um especial realmente útil, esclarecedor, elucidativo e orientado para mitigar o sofrimento (principalmente dos mais novos) seguidores do trabalho do actor, não podia haver maior homenagem que essa para alguém que essa, a de partir sem comoção, sem deixar questões em aberto - os pais devem responde-las, sim, mas quem melhor para ajudar a dar o último adeus que a instituição que os apresentou.
E ainda hoje, tres dias depois do acidente, já com o puto enterrado, quando finalmente a história parecia acabada se continua a fazer notícia sobre a notícia, com a história do rapaz que ia no carro. Inconcebível. Inadmissivel. Intolerável.
Governos, não caem mas tremem, carreiras destroem-se, e com elas as pessoas por detrás por culpa do Quarto Poder, já para não falar de celebridades instantaneas criadas e abusadas enquato a sua imagem vender, certas de que caírão no esquecimento imediatamente a seguir a esses 30 dias de fama.
O Quarto Poder está corrupto, o Quarto Poder está podre, o Quarto Poder abusa do seu poder. A todos aqueles que já viram o filme ou que conheçam a rima Britânica só posso dizer:
"Remember, Remember, the 5th of November
Gunpowder, treason and Plot."
Não precisa de ser no dia 5 de Novembro, nem precisa de polvora traição ou conspiração, mas alguém precisa de fazer alguma coisa e rápido. E esse alguém somos todos nós.

segunda-feira, abril 17

Destino

Não sou, nem nunca fui de acreditar em destino... Gosto de pensar que de alguma forma ou de outra acabamos sempre por ter uma palavra a dizer no Livro da Vida, um simples... "EHH!!! Eehhh!!! É lá que não é isto que quero para mim... Please. Stop and Rewind!" E por vezes parece que é possivel, um simples compasso de espera num sinal, um roubar as chaves de um amigo que não está em condições de conduzir, ou até a coisa mais banal como estudar aquela matéria que ninguém ligou nada só porque temos aquele feeling. Mas depois heis que vem a Deusa Fortuna, plenipotênciaria dos destrno destinos dos homens e nos causa supresas, umas boas outras más.
Ninguém me diria a mim, que um dos meus melhores amigos, numa cama de Hospital há já alguns meses e que há duas semanas atrás eu visitava com aquela sensação de... "Céus, como te tens aguentado neste estado?" - pensava, baixinho, com medo que até os pensamentos me pudesse ler - todos os dias à espera da notícia pior da partida de mais um, atrás de outros que já perdi - poucos felizmente, mas no entanto demais para nos conformarmos - este fim de semana saíria conosco like the good old times, com algumas limitações, certo, mas ja cá estava.
Depois temos o outro lado da moeda, o lado negativo, aquele que existe para nos lembrarmos como somos pequeninos não importa a importância, que nos dão, o que ganhemos ou o que representamos em linhas gerais. Feher, e mais recentemente o actor Francisco Adam, um puto novo, tal como o jogador do Benfica, pintas, aparentemente desportista, mas que ainda assim acabou por não fugir aquilo que lhe estava destinado. Não troco qualquer um deles por alguem do meu circulo próximo, obviamente que não, mas não deixa de ser desconfortavelmente estranho ver alguém desaparecer tão de repente, ainda mais sendo alguém tão novo. Não sei se era bom tipo, não sei se era porreiro nem fazia intenções de o vir a saber, mas de certeza que por pior que fosse não era o suficiente para acabar como acabou.
GOOD TO HAVE YOU BACK ON DUTY...
"We do not mourn the loss of those who die fufilling their destinies" - Anónimo

quarta-feira, abril 12

Fatalmente Brilhante!

No Domingo fui ao cinema ver o Basic Instinct 2: Risk Addiction, finalmente, a sequela tantas vezes adiada e finalmente quase 10 anos depois do primeiro viu a luz.
O filme passa-se num novo cenário, das colinas de São Francisco passamos para a plana Londres - curiosamente rodado durante os atentados bombistas - mas a trama continua a mesma, com grandes ligações ao passado - algumas forçadas e infrutíferas, na minha opinião - e sempre em torno da Escritora Catherine Trammel, e de alguns Crimes aos quais ela e os seus comportamentos sexuais aparecem sempre associados.
A nível de argumento o filme está simplesmente brilhantemente preparado, torna-se impossível saber quem é o verdadeiro/a culpado/a até 10 minutos antes do final, e simultâneamente todo o elenco parece no entanto ter motivos para estar por detrás de todas ... e sublinho todas as mortes. Depois está ainda um grande incentivo para ir ver o filme, a loira femme fatale Ás com o Picador de gelo que apesar de se notar alguma idade - virtude de ser manifestamente contra intervenções estéticas, seja verdade ou não - continua, - e vamos ser concisos e concretos - BOA COMO ELA SÓ.
Aspecto negativo do filme é um pouco, talvez, uma clara ausência de clima, de quimica entre ambos, a dupla Sharon Stone-Michael Douglas, esteve sem dúvida muito mais à altura da trama que a dupla Sharon Stone-David Morrissey um pouco sensaborona, mas convém referir que um é um Polícia de São Francisco e o outro é um Psicanalista de Londres com aspiração a ser professor universitário...
De qualquer das formas brilhante.

"Leave the Bottle Jack!!!"

Eu sei, é uma supeficialidade mas, tem me apetecido beber.
Os que me conhecem sabem que nunca fui muito de grandes borgas e grandes carraspanas mas... de vez em quanto também tinha a minha cota-parte de "copo de três" nunca fui muito de vinhos e cerveja - se bem que nos últmos tempos tenha aprendido a gostar de vinho - o meu campo de actuação era mais VODKA, com Limão, com Laranja, com Água Tónica, e nos tempos em que bebia dia sim dia não e acabado de sair do congelador até sozinho ia, a minha primeira, e maior bebedeira foi apanhada com VODKA em minha casa com uns amigos - acabei deitado no chão da cozinha o que não foi muito engraçado (pelo menos na altura).
Bebi pelos mais variados motivos, para comemorar, para esquecer, mas sobretudo porque gostava do travo seco que deixa na boca, da textura pastosa quando congelado, da cor indigo quando é servido forte e em contra luz. Houve uma altura, uma má altura da minha vida, em que uma amiga minha para me perguntar se tinha corrido mal qualquer coisa me perguntava, "Então, tivemos noite de Charutos e Vodka?" eram o meu refúgio, e a minha coragem quando não a tinha. Nem valia a pena ter como vim a descobrir mais tarde.
Mais tarde aventurei-me no Whiskey, não fui muito à bola com ele, devo confessar, mas agora arrisco-me a dizer que gosto tanto de um como de outro e não abdico. E é exactamente isso que me tem apetecido nos últimos tempos, nem preciso apanhar uma carraspana das antigas, apenas beber, mas sinto-me sem vontade de beber sozinho - já não tenho idade para essas cenas - e não encontro ninguém que alinhe, pelo que acho que me vou ficar pela vontade.
Cheers... and... Bottom's Up!!!

segunda-feira, abril 3

Dobra, Cola, Fecha

Hoje, ...(Dobra, Cola, Fecha)... tive um dia de merda, literalmente ...(Dobra, Cola, Fecha)... passei o dia agarrado a uma fotocopiadora ...(Dobra, Cola, Fecha)... a copiar setenta cartas - estupidas por sinal porque já vão sair fora de horas...(Dobra, Cola, Fecha)... Que depois a parva da administrativa me pôs a colocar em Envelopes para enviar....

Resultado dia perdido ... (Dobra, Cola, Fecha)... e quando pensava que ia desanuviar e ia passear com a minha primita heis que chego a casa e descubro que esta doente... Não é normal.... Nada normal...
.. (Dobra, Cola, Fecha)...

... (Dobra, Cola, Fecha)...

... (Dobra, Cola, Fecha)...

... (Dobra, Cola, Fecha)...

sábado, abril 1

Universos Paralelos

Uma das teorias que Einstein nunca chegou a provar foi a da existência de Universos Paralelos, algo em que se confessava crente, realidades em que por um motivo ou outro a nossa história tomou contornos distintos e aquilo que conhecemos nesta realidade pode não o ser na paralela. A ser verdade, talves um dia alguém o prove, numa dessas realidades o passou-se o seguinte:

Cascais, 3 de Julho de 2005

A meio da tarde um telemóvel toca insistentemente.

“Que merda, ainda agora cheguei a casa. – pensou Gonçalo – a minha tia tinha dito que não havia nada para hoje à tarde que quererá?”

Gonçalo tinha 22 anos e depois de se ter matriculado na faculdade pediu transferência para o pós-laboral ao final de poucas semanas, o estilo de vida da tia aliciava-o muito mais, quase tanto quanto o trabalho dela, e por isso tinha optado por pedir-lhe para trabalhar para ela, e quando esse trabalho se tornou mais intensivo – mais ou menos na mesma altura em que o seu desempenho nas primeiras frequências foi uma calamidade – Gonçalo desistiu. Corria o ano de 2001. Hoje em dia estava totalmente instalado, de pedra e cal, a morar no Centro de Cascais a poucos quarteirões da casa da tia. Agora, ao telemóvel, não era ela.

Oi!!! – era a Bé, uma prima doida que tinha entrado no ano anterior para a faculdade – Olha lá, nós vamos tomar Café ao Cup&Cino mais logo à tardinha queres vir connosco?”

“Epa por mim na boa... No sitio de sempre?”

“Não, o namorado da Tatiana esta a trabalhar num em Miraflores, ela precisa de ir buscar umas cenas para levar para os pais dele e assim aproveitamos.”

“Ahh... Ok! Então eu vou tentar estar lá por volta da 7 Ok?!

“Ok!”

Horas mais tarde...

Ao final de se perder três vezes, Gonçalo conseguiu avistar de soslaio o símbolo característico do franchise, minutos mais tarde tinha o carro estacionado e entrava no Café. Elas ainda não tinham chegado - 18:30 vira no relógio – reconheceu o namorado da amiga no Balcão e foi-lhe perguntar se já tinham chegado. “Não, mas senta-te. Devem estar a chegar.” Ficou com a sensação que não se lembrava dele, mas que lhe havia reconhecido a cara Claro que tinha que reconhecer, já tinham sido apresentados pelo menos duas vezes em Elvas. Sentou-se de costas para uma grande janela onde as duas últimas horas de sol, quentes ainda, entravam e iluminavam todo o espaço. Esperou... esperou mais um pouco... e sentiu a porta a abrir, virou-se para ver se eram elas... e... Não, apenas uma miúda, entrou dirigiu-se ao bar e falou com alguma familiaridade àquele que parecia ser o gerente. Voltou a por os olhos no menu estava indeciso entre uma Cola Foam, uma Margarita, ou um Batido de Gelado de Cacau – tudo a ver – e quando deu por ele estava a tentar lembrar-se da cara da miúda que tinha entrado – uma amnésia temporária nada característica, era normal esquecer-se de nomes, mas, não de caras – voltou a olha-la tentando memorizar os traços, boca pequena, olhos amendoados, cabelo curto meio aloirado, não se ia esquecer mais. Voltou a por os olhos no menu até porque ela tinha notado que ele estava a olhar. “Bronca, só dás cana, meu...” – pensou. Tentado desviar o olhar para disfarçar percebeu que não era o único homem sozinho no café e imediatamente depois percebeu porque, em frente dele tinha uma bomba brasileira que lhe perguntava que desejava. Disse que ia esperar pelas amigas, uma vez que, atravessavam a porta, imediatamente atras de um grupo pouco maior que se sentou na mesa da rapariga que tinha chegado momentos antes.

“’Tão, Gonçalito!!! – falou-lhe a prima – já cá estás há muito tempo?”

“Não... Também acabei de chegar. Tão, Tatxi tudo bem?”

“Oi querido. ‘Tá tudo. Olhem eu vou ali falar ao André. Ok?”

A Tatiana lá foi falar com o namorado e Gonçalo ficou com a Bé a falar. Ela estava em frequências mas não queria saber ia trocar de curso. E antes que ele conseguisse voltar a articular palavra de apoio, tinha notado que voltara a esquecer-se da cara da miúda, coisa que o irritava profundamente e o levou a voltar a olhar para ela. Era gira, traços muito giros, bochechas proeminentes, que lhe davam um ar fofo, e depois tinha um je ne sais quoi que cativava e por isso se deve ter prendido a olhar para ela a pontos da Bé lhe ter chamado a atenção.

“Estás a ouvir? Sim, olá?”

“Desculpa estava distraído... Dizias?”

“Já reparei que estavas e reparei com o que... E não dizia, perguntava. As coisas com a tua moça como estão? Já ta tudo resolvido?”

“Não... nem vai, já esta a levar as coisas lá de casa é melhor para os dois.”

“Sim estou a ver.” – Gonçalo voltou a desligar, dando-lhe uma vontade de conhecer a miúda, tinha um charme, uma maneira de estar que era hipnótica a situação tinha-se tornado incomoda para a Bé que fora deixada a falar sozinha uma vez mais, não fossem a Tatiana e o namorado chegarem, e uma vez mais Gonçalo corou ao reparar que até eles tinham reparado que ele estava a olhar para lá, por nada em especial, mas porque tinha sido apanhado numa situação incomoda e que podia levar a alguns mal entendidos.

Chama-se Andreia” – disse o André sem que se houvesse perguntado nada – ´”É de Massamá e é amiga da casa. Muito porreirinha, simpática e tudo o mais desde que não lhe cheguem a mostarda ao nariz, aí saí de baixo.”

Gonçalo ficou com a sensação que já a tinha visto não sabia de onde nem de quando, provavelmente seria apenas uma sensação estúpida que temos quando sentimos uma forte empatia por alguém mas de qualquer maneira foi uma sensação que foi fortalecida quando os olhares se cruzaram por fracções de segundo, provavelmente alguém que já tinha visto algures. Depois desse fim de tarde, quando saiu do café, nunca mais a viu.

As vezes não importa as voltas que a nossa vida dê, de um modo ou de outro vamos sempre conhecer quem é suposto conhecermos.