Estamos na recta final para o Mundial, e nos próximos dias vamos ver realizado em Portugal o Europeu de sub21 e, qual Churchill, "Felipão" pediu aos Portugueses para todos eles colocarem uma Bandeira Portuguesa em sinal de apoio à selecção - entre outras coisas como escrever o nome dos jogadores nas ruas onde nasceram/viveram - até aqui tudo bem, concordo, apoio e sem dúvida acho admiravel, só tendo pena que tenha sido alguém que veio do outro lado do Atlântico recordar-nos que temos bandeira e que devemos sentir-nos orgulhosos dela e do que representa, não é grave, antes tarde e antes por influência externa que nunca.
No Euro 2004 entramos em euforia, e a Sic e o BES fizeram questão de nos demonstrar que essa euforia ainda está bem acessa, as bandeiras começam a aparecer, e o Jamor encheu, rebentou pelas costuras para fazer a "Mais Bela Bandeira do Mundo" todos cantaram o Hino Nacional, ao som de The Gift e Dulce Pontes, muitos se emocionaram, todos cantaram e todos reverênciaram, não só a bandeira, mas os 23 Mágnificos centro desse nacionalismo exacerbado e muitas das vezes mal orientado... Não posso deixar de criticar aqueles que penduram uma Bandeirola na Janela e durante 90 minutos ao sabor de uma Imperial e Tremoços são os maiores Patriotas, ao som do apito desatam a dizer mal do país e se for preciso limpam os beiços à bandeira que beijaram ao primeiro golo. Não posso deixar de criticar o mediatismo épico que faz de 11 gajos atrás de uma bola uma uma versão portuguesa da Távola Redonda de Artur, pejada de Heróis.
Esta gente já há muito esqueceu o significado das cores da bandeira do conforto e do animo que devia dar, e selectivamente daqueles que a têm vindo a representar desde há muito, personagens insignificantes junto de 23 Magnificos com salários elevadissimos em Hoteis luxuosos em que o pior que lhes pode suceder é não ganharem premios de jogo - sem IVA de preferência como no Coreia-Japão - que andam em perigos esforçados atrás de uma bola de 60 Euros, eles que repreentam o Verde do maior simbolo nacional, da "Mais Bela Bandeira do Mundo" representam a esperança no futuro, num futuro melhor e que todos teimam em desdenhar sem sequer lutar por ele. É para essas pessoas que quero lembrar quem representa o Vermelho da VERDE E RUBRO, o Sangue Derramado, o Esforço pela Pátria, pela Nação e em última análise por nós, por todos nós independentemente se compreendemos ou não o seu papel, se lhes damos ou não valor, estou a falar de um soldado enregelado numa caserna do Kosovo com -30ºC lá fora; do Médico em Angola, num programa da AMI a trabalhar em condições que ameaçam a sua própria integridade sanitária, do Professor de Português que enquanto escrevo isto acorda em Timor e se prepara para dar aulas num bairro de Dili onde morteiros e rajadas de metrelhadora substituem a lenga-lenga de tabuadas, ou mesmo de um trabalhador, fora do seu país há décadas e agora sem mais é expulso da sociedade onde se tentou integrar como fizeram durante séculos "os seus Egrégios avós", e do 1ºSgt. João Paulo Roma Pereira, Comando português morto no acto do dever no Afeganistão ao Serviço da Verde e Rubro, esses sim, esses sim, verdadeiros heróis, como todos os heróis devem ser, anónimos até a sua historia ser vendável, pessoas normais, que fazem coisas normais em situações extraordinárias, é por eles, pelos que deixam cá e lá que hastearei a minha bandeira, e é por eles que continuará hasteada, enquanto um português - esse sim em "Em perigos e guerras esforçados" - lá fora estiver a representar seja com ela no peito ou no ombro, numa pasta ou no coração. É por eles que flutua, e é por eles que devia flutuar em cada janela uma VERDE E RUBRO
LVSITANIA MAGNIFICA EST
No Euro 2004 entramos em euforia, e a Sic e o BES fizeram questão de nos demonstrar que essa euforia ainda está bem acessa, as bandeiras começam a aparecer, e o Jamor encheu, rebentou pelas costuras para fazer a "Mais Bela Bandeira do Mundo" todos cantaram o Hino Nacional, ao som de The Gift e Dulce Pontes, muitos se emocionaram, todos cantaram e todos reverênciaram, não só a bandeira, mas os 23 Mágnificos centro desse nacionalismo exacerbado e muitas das vezes mal orientado... Não posso deixar de criticar aqueles que penduram uma Bandeirola na Janela e durante 90 minutos ao sabor de uma Imperial e Tremoços são os maiores Patriotas, ao som do apito desatam a dizer mal do país e se for preciso limpam os beiços à bandeira que beijaram ao primeiro golo. Não posso deixar de criticar o mediatismo épico que faz de 11 gajos atrás de uma bola uma uma versão portuguesa da Távola Redonda de Artur, pejada de Heróis.
Esta gente já há muito esqueceu o significado das cores da bandeira do conforto e do animo que devia dar, e selectivamente daqueles que a têm vindo a representar desde há muito, personagens insignificantes junto de 23 Magnificos com salários elevadissimos em Hoteis luxuosos em que o pior que lhes pode suceder é não ganharem premios de jogo - sem IVA de preferência como no Coreia-Japão - que andam em perigos esforçados atrás de uma bola de 60 Euros, eles que repreentam o Verde do maior simbolo nacional, da "Mais Bela Bandeira do Mundo" representam a esperança no futuro, num futuro melhor e que todos teimam em desdenhar sem sequer lutar por ele. É para essas pessoas que quero lembrar quem representa o Vermelho da VERDE E RUBRO, o Sangue Derramado, o Esforço pela Pátria, pela Nação e em última análise por nós, por todos nós independentemente se compreendemos ou não o seu papel, se lhes damos ou não valor, estou a falar de um soldado enregelado numa caserna do Kosovo com -30ºC lá fora; do Médico em Angola, num programa da AMI a trabalhar em condições que ameaçam a sua própria integridade sanitária, do Professor de Português que enquanto escrevo isto acorda em Timor e se prepara para dar aulas num bairro de Dili onde morteiros e rajadas de metrelhadora substituem a lenga-lenga de tabuadas, ou mesmo de um trabalhador, fora do seu país há décadas e agora sem mais é expulso da sociedade onde se tentou integrar como fizeram durante séculos "os seus Egrégios avós", e do 1ºSgt. João Paulo Roma Pereira, Comando português morto no acto do dever no Afeganistão ao Serviço da Verde e Rubro, esses sim, esses sim, verdadeiros heróis, como todos os heróis devem ser, anónimos até a sua historia ser vendável, pessoas normais, que fazem coisas normais em situações extraordinárias, é por eles, pelos que deixam cá e lá que hastearei a minha bandeira, e é por eles que continuará hasteada, enquanto um português - esse sim em "Em perigos e guerras esforçados" - lá fora estiver a representar seja com ela no peito ou no ombro, numa pasta ou no coração. É por eles que flutua, e é por eles que devia flutuar em cada janela uma VERDE E RUBRO
LVSITANIA MAGNIFICA EST

