Subi as escadas a correr, a vizinha tinha uma cadela que tinha acabado de ter cachorrinhos, e se não bastasse gostar destes bichos, o facto do pai dos cachorros ter sido meu companheiro de parvoeira e traquinice juntamente com os amigos do meu anterior bairro - um cão vadio, cor biscoiito que chamava pelo nome Pico - só fez com que ficasse ainda mais curioso quanto a ninhada - três cães e duas cadelas - cheguei lá a Fifi, clichet as it can be, estava exausta ofegante apesar do frio e a minha vizinha acabava de ajudar a limpar o último cão.
"Todos sobreviveram" - disse a Christina com um ar feliz. - "E também já quase todos têm dono."
"A sério, isso é espetacular." - disse contendo a frustração por os meus pais não me deixarem ter um cão apesar de desde há um ano atrás termo um terraço grande onde podia ficar. - "O meu Pai diz que há uma empregada lá na loja dele que é capaz de querer uma Cadelinha."
"Então pronto ficam todos dados." - e assim parecia ter morrido a minha última esperança de ter um cão.
Dois meses passaram e numa das reviravoltas estranhas do destino, quando a filha da empregada da loja do meu pai veio buscar a dita, que estava em minha casa desde essa manhã, num ataque de choro diz que não pode ter a cadela, porque se lembra do cão e não quer e não consegue e mais não sei que, e na vergonha da minha mãe em ir devolver a Cadela vi renascer a minha esperança de ter um "canito" e assim ficou - ou foi ficando - e ganhou o nome em parte por um antigo cão que o meu pai tinha em Moçambique por outra pelo dia em que nasceu, em que chovia abundantemente, mais que o normal.
Hoje, tadita, 10 anos e qualquer coisa depois, com duas operações em cima, cá vai andando, sem grande vontade para brincadeiras, mas com a alegria do primeiro dia nos olhos, naqueles expressivos olhos que tão fundo nos olham a todos cá em casa. Cansada, com a primeira verruga da velhice e outros males típicos da idade hoje lá a consegui arrastar ao veterinário, para lhe ser diagnosticada mais uma mazela... A minha companheira tem uma Hérnia Discal, e pela idade e operações que já teve em cima - bem como pelo peso, mas isto é um mea culpa - não deve ser possível operar, pelo que apenas nos resta esperar que o tratamento mais light resulte.
"Todos sobreviveram" - disse a Christina com um ar feliz. - "E também já quase todos têm dono."
"A sério, isso é espetacular." - disse contendo a frustração por os meus pais não me deixarem ter um cão apesar de desde há um ano atrás termo um terraço grande onde podia ficar. - "O meu Pai diz que há uma empregada lá na loja dele que é capaz de querer uma Cadelinha."
"Então pronto ficam todos dados." - e assim parecia ter morrido a minha última esperança de ter um cão.
Dois meses passaram e numa das reviravoltas estranhas do destino, quando a filha da empregada da loja do meu pai veio buscar a dita, que estava em minha casa desde essa manhã, num ataque de choro diz que não pode ter a cadela, porque se lembra do cão e não quer e não consegue e mais não sei que, e na vergonha da minha mãe em ir devolver a Cadela vi renascer a minha esperança de ter um "canito" e assim ficou - ou foi ficando - e ganhou o nome em parte por um antigo cão que o meu pai tinha em Moçambique por outra pelo dia em que nasceu, em que chovia abundantemente, mais que o normal.
Hoje, tadita, 10 anos e qualquer coisa depois, com duas operações em cima, cá vai andando, sem grande vontade para brincadeiras, mas com a alegria do primeiro dia nos olhos, naqueles expressivos olhos que tão fundo nos olham a todos cá em casa. Cansada, com a primeira verruga da velhice e outros males típicos da idade hoje lá a consegui arrastar ao veterinário, para lhe ser diagnosticada mais uma mazela... A minha companheira tem uma Hérnia Discal, e pela idade e operações que já teve em cima - bem como pelo peso, mas isto é um mea culpa - não deve ser possível operar, pelo que apenas nos resta esperar que o tratamento mais light resulte.

