Lisboa, fim da noite 25 de Julho de 2007
O telefone toca numa sala estranha e o chão foge-me debaixo dos pés… Rollercoaster… respiro fundo, vejo a mensagem e com um sinal a quem estava comigo, preparo-me para sair. Percorro a estrada entre Benfica e os Restauradores com um medo brutal em atrasar-me, ou perder-me. Ainda não o sei, mas as horas seguintes vão mudar a minha vida para sempre.
Carro estacionado… respiro fundo mais um par de vezes… Vá puto, quem és tu? Só vais buscar uma amiga… Uma voz no fundo que começa a ganhar força sussurra… As if… ignoro-a, concentro todos os meus esforços em acalmar-me e consigo. Subo as escadas, de cabeça ao alto, com uma determinação que há muito não sentia, o estômago dá voltas, o coração palpita mas todo o meu massivo corpo sob comando de uma Razão Tirana, marcha sobre eles mantendo-os anormalmente calmos.
A esquina é dobrada… Calmo, total e anormalmente calmo Uff ainda cheguei a tempo ninguém saiu. Café? Erhhh, Sim, sempre ajuda a passar o tempo. Bebo o café, o liquido quente, normalmente arisco para quem já não está em pleno controlo dos seus actos não surte qualquer efeito. A Razão Tirana, ergue-me em toda a minha ridícula forma, crescido, maior que realmente sou mas mais pequeno que realmente me sinto. Encosto-me de forma vigilante à ombreira do Coliseu. O Coração bate num compasso determinado, calmo, mas algo em mim se agita quando as primeiras pessoas saem pelas portas da sala de espectáculos.
Como o Juiz que assiste a um Duelo, sinto a voz que há pouco sussurrava tomar forma, uma forma determinada, forte, alimentada na clandestinidade. Longe do alcance e da vigilância da Razão Tirana, a Paixão Rebelde tomou força e agora mexe comigo, levanta-me num impulso, faz-me perder o controlo das emoções, sob jugo da Razão Tirana. As duas começam a debater-se e a minha atenção oscila entre o confronto e a vigilância sobre a multidão de passa.
Um sorriso atravessa o meu campo visual. É ela. A Paixão Rebelde faz uma investida mas é subjugada. A Razão Tirana, incólume, mantém-se em sentido, calma, serena, fria. Observando toda a cena com distanciamento… Olá!! Todo o diálogo entre nós se perde no meio do combate que não transparece para o exterior, apenas uma breve conversa na qual se pede um café se trocam uns sorrisos… e que sorrisos. Um toque que se sente tremulo. A chávena que toca uns lábios. E do meu lugar de Juiz vejo a Razão Tirana, empalidecer, fraquejar, a Paixão Rebelde consegue contra atacar, sobrepor-se à força da sua adversária que até aqui vivera incontestada, senhora de si e subjugadora de todas as predecessoras da Paixão Rebelde. A Razão Tirana nunca enfrentara alguém assim, havia qualquer coisa imperceptível, qualquer coisa que não lhe agradava e que começava a ficar segura de que lhe iria ameaçar o domínio sobre aquele Corpo, sobre aquela Alma – ambos meus.
Um movimento do meu corpo parece manifestar esta mudança na batalha, aproximo-me Dela, mas no momento, a Razão Tirana defende-se, retoma o controlo e diz. Não… Não serás capaz, não será assim… a Paixão Rebelde, sorri, e sorri naquele sorriso sardónico tão típico dos heróis que sabem que o seu destino está traçado… São agora elas quem julgam o Juiz, quem avalia cada um dos meus movimentos, e é com a voz mais melodiosa, no entanto, determinada que alguma vez ouvi, acompanhada de um sorriso quente como o que tenho em frente a mim a Paixão Rebelde diz para a Razão Tirana: De hoje não passas.
Pálida de horror, a Razão Tirana olha-me com olhos perscrutadores, que me avaliam e quando percebe, como cobarde que é e consciente que não tem nada que fazer, retira-se. Contudo, por agora é tarde demais a Paixão Rebelde perdeu o seu momentum. Nós dois, retomámos o caminho para o carro, e para a casa estranha que tanto significado ganhará nessa noite.
O telefone toca numa sala estranha e o chão foge-me debaixo dos pés… Rollercoaster… respiro fundo, vejo a mensagem e com um sinal a quem estava comigo, preparo-me para sair. Percorro a estrada entre Benfica e os Restauradores com um medo brutal em atrasar-me, ou perder-me. Ainda não o sei, mas as horas seguintes vão mudar a minha vida para sempre.
Carro estacionado… respiro fundo mais um par de vezes… Vá puto, quem és tu? Só vais buscar uma amiga… Uma voz no fundo que começa a ganhar força sussurra… As if… ignoro-a, concentro todos os meus esforços em acalmar-me e consigo. Subo as escadas, de cabeça ao alto, com uma determinação que há muito não sentia, o estômago dá voltas, o coração palpita mas todo o meu massivo corpo sob comando de uma Razão Tirana, marcha sobre eles mantendo-os anormalmente calmos.
A esquina é dobrada… Calmo, total e anormalmente calmo Uff ainda cheguei a tempo ninguém saiu. Café? Erhhh, Sim, sempre ajuda a passar o tempo. Bebo o café, o liquido quente, normalmente arisco para quem já não está em pleno controlo dos seus actos não surte qualquer efeito. A Razão Tirana, ergue-me em toda a minha ridícula forma, crescido, maior que realmente sou mas mais pequeno que realmente me sinto. Encosto-me de forma vigilante à ombreira do Coliseu. O Coração bate num compasso determinado, calmo, mas algo em mim se agita quando as primeiras pessoas saem pelas portas da sala de espectáculos.
Como o Juiz que assiste a um Duelo, sinto a voz que há pouco sussurrava tomar forma, uma forma determinada, forte, alimentada na clandestinidade. Longe do alcance e da vigilância da Razão Tirana, a Paixão Rebelde tomou força e agora mexe comigo, levanta-me num impulso, faz-me perder o controlo das emoções, sob jugo da Razão Tirana. As duas começam a debater-se e a minha atenção oscila entre o confronto e a vigilância sobre a multidão de passa.
Um sorriso atravessa o meu campo visual. É ela. A Paixão Rebelde faz uma investida mas é subjugada. A Razão Tirana, incólume, mantém-se em sentido, calma, serena, fria. Observando toda a cena com distanciamento… Olá!! Todo o diálogo entre nós se perde no meio do combate que não transparece para o exterior, apenas uma breve conversa na qual se pede um café se trocam uns sorrisos… e que sorrisos. Um toque que se sente tremulo. A chávena que toca uns lábios. E do meu lugar de Juiz vejo a Razão Tirana, empalidecer, fraquejar, a Paixão Rebelde consegue contra atacar, sobrepor-se à força da sua adversária que até aqui vivera incontestada, senhora de si e subjugadora de todas as predecessoras da Paixão Rebelde. A Razão Tirana nunca enfrentara alguém assim, havia qualquer coisa imperceptível, qualquer coisa que não lhe agradava e que começava a ficar segura de que lhe iria ameaçar o domínio sobre aquele Corpo, sobre aquela Alma – ambos meus.
Um movimento do meu corpo parece manifestar esta mudança na batalha, aproximo-me Dela, mas no momento, a Razão Tirana defende-se, retoma o controlo e diz. Não… Não serás capaz, não será assim… a Paixão Rebelde, sorri, e sorri naquele sorriso sardónico tão típico dos heróis que sabem que o seu destino está traçado… São agora elas quem julgam o Juiz, quem avalia cada um dos meus movimentos, e é com a voz mais melodiosa, no entanto, determinada que alguma vez ouvi, acompanhada de um sorriso quente como o que tenho em frente a mim a Paixão Rebelde diz para a Razão Tirana: De hoje não passas.
Pálida de horror, a Razão Tirana olha-me com olhos perscrutadores, que me avaliam e quando percebe, como cobarde que é e consciente que não tem nada que fazer, retira-se. Contudo, por agora é tarde demais a Paixão Rebelde perdeu o seu momentum. Nós dois, retomámos o caminho para o carro, e para a casa estranha que tanto significado ganhará nessa noite.
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