Lisboa, madrugada de 26 de Julho de 2007
Naquela casa estranha, e com a luta entre ambos lados do meu Eu a passar por uma trégua temporária, tive toda a noite para gozar aqueles momentos junto de ti, aquela que de uma forma cada vez mais intensa captava a minha atenção, a cada olhar trocado a cada sorriso oferecido a cada Peste! solto com um carinho que é só teu. As fotos, que vejo e revejo e não me canso, que não me importo de tirar, ainda que odeie tirar fotos. No chão em volta de um tabuleiro de um qualquer jogo que nos une, com uma táctica não aprovada que serve de justificação para uma pancadinha carinhosa apercebo-me que o que sinto e que vai crescendo mais e mais a cada hora que passa.
Dou por mim a desejar que o tempo pare… mas ele recusa-se a parar, olho ansiosamente para o relógio e cada vez é mais tarde, os nossos companheiros dão sinal de cansaço, e eu desespero. Não pode acabar tão depressa!! Quando vou estar contigo outra vez?… penso para mim, mas ainda sob o jugo da Razão Tirana nem sequer perco a compostura quanto mais dizer-te isso. Eles voltam a olhar para as horas e a Paixão Rebelde, apropria-se da minha mão e, sem que a Razão Tirana se aperceba, fá-la rastejar, procurar a tua, agarra-a num abraço que o resto do corpo ainda não se atreve a dar, mas que já anseia por ele. Um sorriso volta a trocar-se e a Razão Tirana, fraqueja uma vez mais. Os nossos dedos exploram a palma das nossas mãos numa liberdade que o resto de nós ainda não tem. E de repente, a nossa noite chega ao fim…
O terror apodera-se de mim, mas sei que tem que ser, chegou a hora, a despedida, que nada mais desejo que seja apenas um Até Breve… Lentos, avançamos os dois até ao Hall daquela casa que de repente deixa de me parecer estranha, e que dentro de alguns meses vou ajudar a abandonar olhando, já com saudade, para cada sítio onde estivemos juntos. Encostado à ombreira da porta o duelo entre ambas forças dentro de mim recomeça. Enquanto falamos, enquanto as nossas mãos não se largam, a vontade de te beijar é imensa… A Paixão Rebelde insiste, persiste força-me, mas a Razão Tirana consegue mantê-la confinada à mão… O teu rosto, mesmo àquela meia-luz, enfeitiça-me, prende-me e percebo que também o meu Sorriso se rendeu à Força da Paixão Rebelde pois não posso deixar de te sorrir. E o meu parceiro chega, interrompe-nos arrasta-me para longe de ti.
Já na rua, quase corro para o carro, a Razão Tirana pensa que enquanto mais longe estiver de ti mais fácil será fazer-me resistir a tudo aquilo que causaste em mim, mas mesmo ela sabe que é mentira, pois já tudo existia mesmo antes de te ver pela primeira vez. Olho uma última vez para a janela daquela marquise e por segundos sou capaz de jurar que mesmo àqueles 20 metros os nossos olhares se cruzaram. Sigo pela estrada até Sete Rios, e enquanto deito conversa fora com o meu parceiro a luta em mim contínua. A Paixão Rebelde batalha por me convencer a regressar, incita-me, desafia-me e a Razão Tirana agarra-se a tudo para a impedir, a todos os argumentos para me levar direito a casa. Quando o meu parceiro sai, sigo pela estrada e no momento da verdade no momento da decisão a Razão Tirana consegue vencer e a estrada guia-me para a Margem Sul.
Já no caminho a batalha contínua, sei que as hipóteses de voltarmos a estar juntos nos próximos dias são ínfimas, mas ainda assim a Paixão Rebelde faz uma última investida. Tenta convencer-me a ficar por mais dois dias, tentar passar contigo mais dois minutos que sejam. Investe e desarma a Razão Tirana, mas poupa-lhe a vida, e protege-a da derrota sabe que ainda está forte demais para que seja derrotada por completo. Quando se fitam mutuamente, a Razão Tirana percebe finalmente porque todos os seus esforços são em vão, na profundidade do olhar da Paixão Rebelde, a Razão Tirana reconhece todas as suas anteriores adversárias, unidas numa harmonia perfeita, apoiando uma só causa. A Paixão Desejosa, a Paixão Adorada, a Paixão Intensa e a Paixão Sofredora, todas elas juntas maiores que a soma das Partes impelem-me para ti, apoiadas pela Razão Pura, que desde sempre se mantivera aparte das querelas da sua vil familiar.
Num esgar de terror, de quem sabe que nada mais tem a fazer naquele corpo, retira-se desaparece, oculta-se nalgum recanto como um eremita para todo o sempre. A Paixão Rebelde sorri, exausta mas consciente da vitória e diz-me com voz determinada. Então, diz que ficamos, não é?
Nos dias seguintes, todo eu ando sobre nuvens com “aquele Sorriso estúpido” que alguém diria mais tarde que tenho e com Butterflies In My Stomach esperando intensamente, o momento, aquele momento, o momento certo.
Naquela casa estranha, e com a luta entre ambos lados do meu Eu a passar por uma trégua temporária, tive toda a noite para gozar aqueles momentos junto de ti, aquela que de uma forma cada vez mais intensa captava a minha atenção, a cada olhar trocado a cada sorriso oferecido a cada Peste! solto com um carinho que é só teu. As fotos, que vejo e revejo e não me canso, que não me importo de tirar, ainda que odeie tirar fotos. No chão em volta de um tabuleiro de um qualquer jogo que nos une, com uma táctica não aprovada que serve de justificação para uma pancadinha carinhosa apercebo-me que o que sinto e que vai crescendo mais e mais a cada hora que passa.
Dou por mim a desejar que o tempo pare… mas ele recusa-se a parar, olho ansiosamente para o relógio e cada vez é mais tarde, os nossos companheiros dão sinal de cansaço, e eu desespero. Não pode acabar tão depressa!! Quando vou estar contigo outra vez?… penso para mim, mas ainda sob o jugo da Razão Tirana nem sequer perco a compostura quanto mais dizer-te isso. Eles voltam a olhar para as horas e a Paixão Rebelde, apropria-se da minha mão e, sem que a Razão Tirana se aperceba, fá-la rastejar, procurar a tua, agarra-a num abraço que o resto do corpo ainda não se atreve a dar, mas que já anseia por ele. Um sorriso volta a trocar-se e a Razão Tirana, fraqueja uma vez mais. Os nossos dedos exploram a palma das nossas mãos numa liberdade que o resto de nós ainda não tem. E de repente, a nossa noite chega ao fim…
O terror apodera-se de mim, mas sei que tem que ser, chegou a hora, a despedida, que nada mais desejo que seja apenas um Até Breve… Lentos, avançamos os dois até ao Hall daquela casa que de repente deixa de me parecer estranha, e que dentro de alguns meses vou ajudar a abandonar olhando, já com saudade, para cada sítio onde estivemos juntos. Encostado à ombreira da porta o duelo entre ambas forças dentro de mim recomeça. Enquanto falamos, enquanto as nossas mãos não se largam, a vontade de te beijar é imensa… A Paixão Rebelde insiste, persiste força-me, mas a Razão Tirana consegue mantê-la confinada à mão… O teu rosto, mesmo àquela meia-luz, enfeitiça-me, prende-me e percebo que também o meu Sorriso se rendeu à Força da Paixão Rebelde pois não posso deixar de te sorrir. E o meu parceiro chega, interrompe-nos arrasta-me para longe de ti.
Já na rua, quase corro para o carro, a Razão Tirana pensa que enquanto mais longe estiver de ti mais fácil será fazer-me resistir a tudo aquilo que causaste em mim, mas mesmo ela sabe que é mentira, pois já tudo existia mesmo antes de te ver pela primeira vez. Olho uma última vez para a janela daquela marquise e por segundos sou capaz de jurar que mesmo àqueles 20 metros os nossos olhares se cruzaram. Sigo pela estrada até Sete Rios, e enquanto deito conversa fora com o meu parceiro a luta em mim contínua. A Paixão Rebelde batalha por me convencer a regressar, incita-me, desafia-me e a Razão Tirana agarra-se a tudo para a impedir, a todos os argumentos para me levar direito a casa. Quando o meu parceiro sai, sigo pela estrada e no momento da verdade no momento da decisão a Razão Tirana consegue vencer e a estrada guia-me para a Margem Sul.
Já no caminho a batalha contínua, sei que as hipóteses de voltarmos a estar juntos nos próximos dias são ínfimas, mas ainda assim a Paixão Rebelde faz uma última investida. Tenta convencer-me a ficar por mais dois dias, tentar passar contigo mais dois minutos que sejam. Investe e desarma a Razão Tirana, mas poupa-lhe a vida, e protege-a da derrota sabe que ainda está forte demais para que seja derrotada por completo. Quando se fitam mutuamente, a Razão Tirana percebe finalmente porque todos os seus esforços são em vão, na profundidade do olhar da Paixão Rebelde, a Razão Tirana reconhece todas as suas anteriores adversárias, unidas numa harmonia perfeita, apoiando uma só causa. A Paixão Desejosa, a Paixão Adorada, a Paixão Intensa e a Paixão Sofredora, todas elas juntas maiores que a soma das Partes impelem-me para ti, apoiadas pela Razão Pura, que desde sempre se mantivera aparte das querelas da sua vil familiar.
Num esgar de terror, de quem sabe que nada mais tem a fazer naquele corpo, retira-se desaparece, oculta-se nalgum recanto como um eremita para todo o sempre. A Paixão Rebelde sorri, exausta mas consciente da vitória e diz-me com voz determinada. Então, diz que ficamos, não é?
Nos dias seguintes, todo eu ando sobre nuvens com “aquele Sorriso estúpido” que alguém diria mais tarde que tenho e com Butterflies In My Stomach esperando intensamente, o momento, aquele momento, o momento certo.
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